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Eduardo Bolsonaro decide pedir licença do mandato de deputado para morar nos EUA

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pretendia comandar a Comissão de Relações Exteriores da Câmara, mas cargo ficará com outro deputado do PL.

Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro (Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados)
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou nesta terça-feira (18) que vai se licenciar do mandato parlamentar e vai morar nos Estados Unidos, onde está atualmente.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que tomou a decisão para, segundo ele, não ser “perseguido”.

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A colunista Natuza Nery, dog1 e da GloboNews, informa seu blog que Eduardo foi impedido de assumir a presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara por decisão de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, seu partido. A decisão,

Segundo a apuração de Natuza, Valdemar disse a Eduardo no domingo (16) que ele não assumiria a comissão. A decisão deixou o deputado sem discurso político para justificar a perda do cargo, o que teria motivado sua decisão de tirar uma licença e viajar aos Estados Unidos.

Eduardo fez o anúncio anunciou sua decisão numa rede social, uma semana antes do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode tornar seu pai réu por tentativa de golpe de Estado.

Eduardo era o escolhido do PL para presidir a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Ele afirmou que a função que almejava deve ficar com o líder da oposição na Casa, o deputado Zucco (PL-RS).

“No meu lugar, será nomeado o deputado federal gaúcho Zucco para a comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Ele irá me ajudar institucionalmente a manter a essa ponte com o governo Trump e o bom relacionamento com países democráticos e desenvolvidos”, disse.

Eduardo Bolsonaro atua como secretário nacional e Relações Internacionais do PL. Parlamentares que defendiam a indicação dele ao comando da Comissão de Relações Exteriores citavam o cargo no partido e uma suposta aproximação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como argumentos.

A possibilidade de Eduardo Bolsonaro presidir o colegiado foi contestada por parlamentares da base governista e abriu uma disputa interna na Câmara. O PL passou a dizer que não abria mão do cargo.

Por trás da indicação, estava um pedido feito pelo PT ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Corte apreendesse o passaporte do parlamentar por suposto atentado à soberania nacional.

Para adversários políticos, Eduardo poderia utilizar a Comissão de Relações Exteriores como palanque para críticas ao ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do inquérito do golpe e outras investigações.

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