A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) divulgou, nesta quarta-feira (19), o resultado dos testes para identificar o aparecimento de espumas no rio Jaguaribe, em João Pessoa. A análise apontou para características de contaminação orgânica.
Em nota, a Sudema explicou que foi identificado a presença de residências e indústrias na bacia de drenagem que contribui para o volume de água do rio. O órgão afirmou que a hipótese levantada é de que o aparecimento de espuma foi causada pela alta concentração de surfactantes, que são substâncias presentes em produtos de limpeza e higiene pessoal, como detergente, sabão, shampoos, condicionadores, pastas de dente e similares.
A amostra também apresentou, segundo a Sudema, uma quantidade abaixo da indicada de Oxigênio Dissolvido (OD) na água, um dos fatores que podem estar relacionados à morte de peixes e outros animais aquáticos. A diminuição do OD é consequência do consumo de oxigênio pelos microrganismos presentes na água. No caso, foi possível verificar uma alta contagem de bactérias.
Os técnicos da Sudema não identificaram lançamentos direto no rio no ponto em que a espuma foi identificada. Os focos de contaminação devem estar dispostos ao longo do Rio, sendo necessário avaliar as condições de coleta e destinação de esgoto doméstico e efluentes industriais no curso do rio para eliminar os possíveis pontos de contaminação.
O planejamento da operação praias limpas já contempla, em sua próxima etapa, a averiguação das condições de lançamento de efluentes e águas pluviais nos rios urbanos. O rio Jaguaribe será avaliado pelos órgãos competentes em toda sua extensão, juntamente com seus afluentes, na primeira etapa desse novo avanço da operação.
A Sudema reforçou que este caso não está relacionado com o vazamento de uma água escura para o mar na foz do Rio Jaguaribe, na divisa entre João Pessoa e Cabedelo, na última segunda-feira (17). Isso não seria possível visto que o fluxo do Rio Jaguaribe foi desviado, desaguando em um afluente do Rio Paraíba. O trecho que deságua no oceano, também chamado de Rio Morto, é abastecido por águas da chuva e pela rede de drenagem. Os dois trechos, portanto, não estão fisicamente conectados.