A deputada estadual Cida Ramos (PT) convocou uma audiência pública para discutir o possível caso de violência obstétrica que resultou na morte de Maria Danielle Cristina Morais Sousa, 38 anos, e de seu filho, no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), em Campina Grande.
A vítima perdeu o bebê durante o parto e, em seguida, teve o útero arrancado sem justificativa médica adequada, agravando seu estado de saúde até o óbito.
O evento será realizado no dia 3 de abril, às 14h, no Plenário da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), com a presença de poderes e órgãos responsáveis.
“Não haverá estado ou país desenvolvido enquanto todos os dias mulheres tombarem pelo simples fato de ser mulher. A igualdade de gênero é peça fundamental nesse processo”, afirmou a deputada Cida Ramos.
O caso chocou a população paraibana após relatos de que a paciente teria sido vítima de negligência médica durante o parto, no último mês. Após a morte do bebê, a equipe médica arrancou o útero da mulher. Ela não resistiu e também faleceu. A situação levantou questionamentos sobre a qualidade da assistência médica prestada no Isea e a necessidade de maior fiscalização nas unidades de saúde do estado.
“Eu afirmo a vocês, com toda minha força de luta e do meu mandato, não descansarei um dia sequer enquanto não houver justiça”, afirmou a deputada Cida Ramos.
Deputada tem histórico em defesa do parto humanizado
A deputada Cida Ramos é autora da Lei 11.329/2019, que determina a obrigação da Administração Pública Estadual em garantir um atendimento humanizado e o combate à violência obstétrica no sistema de saúde da Paraíba, público e privado. A lei visa assegurar dignidade, autonomia e saúde integral às mulheres, além de buscar reduzir desigualdades de gênero e promover práticas éticas na assistência obstétrica.