Morreu nessa terça-feira (25) Danielle Elô, mulher que teve o útero removido após um parto que terminou com a morte de um bebê o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), em Campina Grande. A morte foi comunicado por Jorge Elô, marido de Danielle Elô.
Danielle vinha passando por diversos problemas de saúde desde o dia 1º deste mês, quando a morte do bebê foi registrada. Nessa terça, após passal mal e se queixar de fortes dores de cabeça, Danielle foi levada para o Hospital Pedro I e, segundo os médicos, apresentou um Acidente Vascular Cerebral hemorrágico. Posteriormente, ainda na terça, ela teve uma parada cardíaca e não resistiu.
A morte do bebê está sendo investigada pela Polícia Civil e pode se tornar alvo de uma denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB).
Entenda o caso
No dia 27 de fevereiro, quando Danielle estava com 39 semanas de gravidez, ela foi internada no ISEA apresentando três centímetros de dilatação vaginal. No dia 28, ainda na maternidade, eles foram informados que ela teria parto normal e a equipe médico iniciou a aplicação de comprimidos intravaginais para induzir uma maior dilatação.
Jorge Elô relatou que o médico que realizou o pré-Natal da gravidez estava de plantão na maternidade e participou do atendimento à Danielle e o bebê.
“Às 3h (do dia 1º deste mês) doutor Mário substituiu a medicação por uma infusão intravenosa, intensificando as contrações. Por volta das 6h, após três horas de sofrimento, duas profissionais da equipe médica acusaram Danielle de fazer escândalo. Uma delas constatou que a cabeça do bebê já estava coroada, mas, sem consultar o médico responsável, a outra aumentou a dosagem da medicação”, relatou Jorge.
Foi após o aumento da dosagem que Danielle começou a passar mal. Jorge Elô contou que ela vomitou e começou a tremer de frio. Em busca de ajuda, a família ouviu da equipe médica que a situação era normal. As profissionais também teriam se negado a observar a situação de Danielle. Segundo Jorge, elas alegaram que estavam atendendo outras gestantes.
Na postagem, Jorge Elô também informou que o médico que fez o pré-natal e que estava na maternidade acompanhando o procedimento foi embora sem falar com a família. Em seguida, o estado de saúde de Danielle e do bebê se agravaram.
“Após a superdosagem, a cabeça do bebê deixou de coroar. As profissionais culparam Danielle. Minutos depois, forçaram-na a fazer força sem monitorar seu pulso ou o bebê. Quando Danielle desmaiou, sem pulso, levaram-na às pressas para a cirurgia. Davi Elô (filho do casal) já estava morto. O útero de Danielle foi removido devido a um rompimento causado pela superdosagem. A negligência da equipe custou a vida do nosso filho e a saúde de Danielle”, afirmou Jorge.