Sete pessoas foram condenados por prática de sequestro, cárcere privado e tortura na Comunidade Terapêutica Homens de Valor, que fica em Lagoa Seca, município do Agreste paraibano. A condenação foi definida pelo Juízo da 1ª Vara Criminal de Campina Grande.
Os crimes foram denunciados pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e praticado contra cinco internos da comunidade. As situações contra os internos foram constatados pelo MPPB após uma inspeção realizada na comunidade em agosto de 2024.
Segundo o MPPB, durante a ação, internos começaram a gritar por socorro, alegando que estavam presos e sofrendo agressões. A polícia foi acionada e foram encontrados quartos com cadeados, marcas de sangue nas paredes e vítimas confirmando os maus-tratos.
O MPPB denunciou as seguintes pessoas: os proprietários do estabelecimento, Celino de Farias Costa e Michele de Lima Olegário; contra o terapeuta, Neyson Oliveira Silva; e contra os monitores, Davi Albuquerque Gomes, Gabriel Alves Pereira Inocêncio, Lucas Michel Andrade Santos e Jeferson da Silva Guedes.
Celino Costa foi condenado a sete anos e dez meses de reclusão; Michelle Olegário e Neyson Silva foram condenados, a sete anos e quatro meses de reclusão, cada um.
Já os monitores Davi Gomes, Gabriel Inocêncio, Lucas Santos e Jeferson Guedes foram condenados a cinco anos e quatro meses de reclusão, cada um. Todos deverão cumprir a pena inicialmente em regime semiaberto em estabelecimento prisional indicado pelo Juízo da Execução Penal.