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Homem diagnosticado com raiva humana morre após semanas internado em Campina Grande

A confirmação do óbito foi feita pelo diretor de Vigilância e Saúde do município, Miguel Dantas.

Foto: Reprodução
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Um homem de 50 anos que estava em tratamento por raiva humana morreu neste domingo (4) em Campina Grande. Ele estava hospitalizado há quase três semanas no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), onde seguia em estado considerado grave. A confirmação do óbito foi feita pelo diretor de Vigilância e Saúde do município, Miguel Dantas.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, a infecção teve origem após o paciente ter sido atacado por um sagui no mês de setembro. No entanto, a busca por atendimento médico só ocorreu em dezembro de 2025, período em que a doença já se manifestava de forma avançada.

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No momento da internação, o quadro clínico era severo, com alterações neurológicas e respiratórias importantes. Diante da evolução do estado de saúde, a equipe médica precisou adotar medidas intensivas, incluindo suporte ventilatório invasivo, em razão da insuficiência respiratória associada à instabilidade neurológica.

Apesar dos cuidados prestados ao longo de 19 dias de internação no HUAC, o paciente não resistiu às complicações decorrentes da raiva humana e teve a morte confirmada neste domingo.

O que é a Raiva?

A raiva é causada por um vírus do gênero Lyssavirus e é transmitida principalmente através da saliva de animais infectados, geralmente por mordidas ou arranhões. É uma das zoonoses mais antigas conhecidas e afeta cães, gatos, morcegos, animais silvestres e humanos. 
Os sintomas iniciais em humanos são inespecíficos, semelhantes aos de outras doenças, incluindo mal-estar geral, dor de cabeça, febre baixa e irritabilidade. À medida que a doença progride e atinge o sistema nervoso, sintomas mais graves, como agitação, alucinações, espasmos musculares e hidrofobia (medo de água), podem surgir. 
A raiva é uma doença viral grave que afeta o sistema nervoso central de mamíferos e é quase 100% letal em humanos após o aparecimento dos sintomas. A chance de sobrevivência é extremamente baixa, com apenas alguns casos documentados em todo o mundo. 
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