A discussão em torno da situação do gramado do estádio Almeidão ganhou um novo desdobramento envolvendo o Botafogo-PB SAF. Desta vez, o debate saiu do campo esportivo e avançou para a área financeira, com cobranças direcionadas à Prefeitura de João Pessoa.
O dono da Belo SAF, Filipe Félix, afirmou que os valores previstos em patrocínios institucionais para 2025 não se concretizaram. Segundo ele, a projeção inicial era de aproximadamente R$ 2 milhões em apoio público, mas apenas R$ 600 mil chegaram aos cofres do clube, oriundos exclusivamente do Cagepa. Ainda de acordo com o empresário, não houve qualquer repasse da Prefeitura.
“Da Prefeitura de João Pessoa não recebemos nada. Só entrou o valor da Cagepa. A alegação da Prefeitura era de que não havia caixa. Tentamos por dez dias viabilizar, mas parece que não vai rolar”, disse Filipe Félix ao Blog do Maurílio Júnior.
Em resposta, a gestão municipal explicou que a ausência de convênio está relacionada à mudança no modelo jurídico do clube, que passou a operar como Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A Prefeitura sustenta que esse formato empresarial impede a formalização de parcerias diretas com o poder público.
O secretário Executivo de Esportes de João Pessoa, Juliano Sucupira, afirmou que a legislação vigente não permite convênios com empresas privadas que tenham fins lucrativos, condição atribuída à SAF.
“No momento em que a SAF assumiu o clube, ficou inviável celebrar convênios com a empresa. Em 2025, isso impediu o avanço da parceria”, afirmou Sucupira ao Blog do Maurílio Júnior.
Segundo o secretário, a partir de outubro de 2025, a Prefeitura voltou a dialogar com o clube social, buscando uma alternativa jurídica que possibilite apoio institucional no próximo ano, sem envolvimento direto da SAF.
“A Prefeitura tem interesse em retomar o apoio ao Botafogo-PB, mas por meio do clube social. O diálogo segue em andamento”, complementou.



