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Diego Tavares anuncia saída da gestão Cícero e adota mistério sobre apoio nas eleições 2026

Diego afirmou que a decisão já havia sido comunicada ao prefeito desde o fim de dezembro e que a saída ocorrerá agora em janeiro.

Foto: Senado Federal
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A participação do secretário de Cidadania e Direitos Humanos de João Pessoa, Diego Tavares (PP), no programa Hora H, da TV Norte Paraíba, terminou com um anúncio inesperado. Na noite desta segunda-feira (5), ele confirmou que deixará o cargo que ocupa na gestão do prefeito Cícero Lucena (MDB), que é pré-candidato ao Governo da Paraíba em 2026.

Durante a entrevista, Diego afirmou que a decisão já havia sido comunicada ao prefeito desde o fim de dezembro e que a saída ocorrerá agora em janeiro. O objetivo, segundo ele, é concentrar esforços na pré-candidatura a deputado estadual e ter liberdade para conduzir articulações políticas.

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“Eu conversei com o prefeito Cícero em fim de dezembro e disse que estaria deixando a secretaria agora em janeiro. Para não afetar o planejamento e ter mais tempo para me dedicar as articulações. Já comuniquei ao prefeito o meu desejo. Não vou conseguir conciliar o cargo e a minha pré-candidatura. Aqui, oficialmente (no Programa Hora H), eu digo que estarei deixando a Secretaria e me dedicando exclusivamente à minha candidatura de deputado estadual”.

Suplente da senadora Daniella Ribeiro (PP), Diego Tavares explicou que a saída da pasta também permitirá uma análise mais cuidadosa sobre qual legenda disputará uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba. Ele destacou que essa escolha será decisiva para o sucesso do projeto político.

Ao recordar uma experiência passada, Diego ressaltou que não pretende repetir erros do passado. Segundo ele, há cerca de 20 anos, mesmo tendo votação superior à de alguns eleitos, acabou ficando fora da Assembleia por ter feito uma escolha partidária equivocada. “Eu não posso cometer o erro de vinte anos atras e frustrar todas as lideranças que estão no nosso projeto”, afirmou.

Durante a entrevista, o pré-candidato revelou que recebeu convites de ao menos seis partidos, entre eles MDB, Republicanos, PV e Solidariedade. Ele deixou claro que a definição da legenda também influenciará sua posição na disputa pelo Governo do Estado, que pode ter como protagonistas Cícero Lucena ou o vice-governador Lucas Ribeiro (PP).

Ao comentar a possibilidade de apoiar outros nomes, Diego foi direto: “Seria traição se eu fosse para Efraim, apesar de ser um amigo”. Em seguida, reforçou que sua prioridade está na própria candidatura. “Minha prioridade é minha eleição”.

Quem Diego Tavares vai apoiar?

Ciente de que a decisão pode gerar especulações políticas, Diego Tavares afirmou que sua escolha será estritamente estratégica. “Se vai haver especulação, a minha decisão é política. Vou dizer aqui de forma pública, tenho amizade com Cícero e com os Ribeiro, e sempre servi a eles, será que agora minha decisão eles vão ficar com raiva? Só serve quando eu servi a eles?”, questionou.

Ao ser provocado sobre a possibilidade de apoiar tanto Cícero quanto Lucas Ribeiro, o secretário reafirmou que não tomará decisões antecipadas. “Eu preciso ver a nominata, não vou dar cheque em branco. Eu tenho responsabilidade com meu grupo político. O que eu não posso é entregar essa responsabilidade para A, B ou C. Vou tomar minha decisão baseado num projeto (se eleger deputado estadual)”.

Sobre os critérios que irão definir a escolha partidária, ele explicou: “Vai depender, se o MDB não tiver o chapão, do mesmo modo o convite do PV, mas o PV vai votar em quem? É essa construção, esse tempo que eu preciso”.

Diego também comentou os impactos do distanciamento político entre o prefeito Cícero Lucena e a família Ribeiro, afirmando que a situação o atinge diretamente. “O maior prejudicado desse rompimento fui eu. Porque tenho amizade tanto com a família Ribeiro quanto com a família Lucena”.

Por fim, demonstrou compreensão em relação às pretensões dos dois grupos. “Entendo o lado do prefeito Cícero, que é experiente, está bem avaliado, faz uma boa gestão e quer disputar, e ao mesmo tempo entendo a situação de Lucas, que assumirá o governo e se não disputar nunca mais ninguém vai acreditar nele para qualquer candidatura”.

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