Profissionais ligados à construção civil realizaram, na manhã desta quarta-feira (14), uma manifestação em João Pessoa para contestar a decisão que considerou inconstitucional a Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS), com efeitos suspensos de forma retroativa. O protesto ocorreu em frente à sede do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).
A mobilização foi organizada com o argumento de que a medida ameaça postos de trabalho e compromete a atividade do setor na capital. Durante o ato, trabalhadores exibiram cartazes e faixas alertando para o impacto social da decisão, entre elas a frase: “Não é sobre números. É sobre trabalho, renda e dignidade. 120 mil empregos em risco.”
Representantes da área afirmam que os reflexos da suspensão da LUOS vão além dos canteiros de obras. Para o empresário Alexandre Gilberto, a paralisação atinge diversos segmentos que dependem diretamente do mercado imobiliário. “Para se ter uma noção, são 14 mil corretores de imóveis que vivem da venda. E não pode vender porque é um imóvel que é ilegal. Um comércio dependendo disso, um caçambeiro, um pintor, um gesseiro. É um problema social muito grave e nós esperamos ter solução disso na semana que vem”, declarou.
De acordo com os construtores, uma reunião realizada com representantes do Tribunal de Justiça na terça-feira (13) definiu que o tema voltará a ser analisado no próximo dia 21. A reavaliação deverá ocorrer após o envio de um parecer da Câmara Municipal de João Pessoa, previsto para ser encaminhado ainda nesta semana.



