A escassez de chuvas segue pressionando o abastecimento hídrico na Paraíba e já obrigou 41 municípios a adotarem o sistema de racionamento de água. A estratégia atinge cidades de várias regiões do estado e tem como objetivo preservar os estoques disponíveis diante da queda acentuada nos níveis dos reservatórios.
A adoção do racionamento foi confirmada pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). Segundo a empresa, o funcionamento do fornecimento é definido conforme a realidade de cada localidade, levando em consideração fatores como a capacidade dos mananciais, a vazão utilizada diariamente e a segurança do sistema.
A Cagepa explicou ainda que o planejamento não é padronizado e depende de análises técnicas específicas, que avaliam o comportamento das chuvas ao longo do tempo e as projeções pluviométricas para cada região atendida.
Dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), divulgados pela TV Paraíba, indicam que a situação dos reservatórios é preocupante: aproximadamente 100 dos 132 açudes monitorados operam com menos de 50% da capacidade total.
O levantamento aponta também que 46 reservatórios estão classificados em estado crítico. No cenário oposto, apenas dois açudes registram sangria, enquanto outros 12 mantêm volumes considerados satisfatórios. Em Patos, a Barragem da Farinha, principal fonte de abastecimento da cidade, apresenta nível inferior a 2%, evidenciando a gravidade da estiagem.



