O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties), realizou a aula inaugural do curso ‘Agentes de Informações Turísticas’, em Sousa, na noite dessa terça-feira (20). O curso faz parte do Projeto de Geopalentologia do Vale dos Dinossauros, fomentado pela Secties, em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba (Fapesq), com o objetivo de fortalecer e qualificar a mão de obra do turismo no Sertão paraibano.
O projeto faz parte das ações do Complexo Científico do Sertão (CCS), que integra diversas iniciativas relacionadas às áreas da Ciência, Tecnologia e Inovação. O assessor técnico da Secties, Robson Ferreira, foi responsável por apresentar o CCS para estes futuros agentes do turismo local durante a aula inaugural e explicou que a ideia é que o conhecimento também seja integrado e compartilhado.
“Essa é uma ação do projeto de Geopalentologia do Vale dos Dinossauros, que integra o Complexo Científico do Sertão. É uma ação de capacitação de profissionais e jovens aqui do município de Sousa para receber os visitantes, turistas e pesquisadores, como um todo, compartilhando as informações provenientes das pesquisas já existentes e outras, integrando desde o Radiotelescópio Bingo até as pesquisas aqui da Bacia do Rio do Peixe”, afirmou o assessor.
O curso será realizado ao longo dos próximos quatro meses e é fruto de uma parceria entre as gestões estadual e municipal, em conjunto com o IFPB Campus Sousa. A iniciativa surgiu a partir de uma demanda identificada pelo projeto de Geopaleontologia, com o objetivo de atender às necessidades produtivas do setor de turismo no município de Sousa.
A primeira turma do curso terá carga horária de 303 horas, com direito à certificação ao final da formação. As aulas acontecerão no turno da noite, na sede da Secretaria de Turismo de Sousa, no Largo da Estação Ferroviária.
“Sousa tem a capacidade de geoturismo, principalmente de turismo científico, mas ainda faltava profissionais suficientemente preparados para que atendesse essa população não tão especializada. O curso surgiu para incentivar o turismo e também fornecer profissionais preparados para a indústria hoteleira de Sousa e assim aumentar a sensação de pertencimento e aprendizado”, justificou Fábio Cortes, coordenador do projeto de Pesquisa e Preservação do Patrimônio Geopalentológico e Arqueológico da Bacia do Rio do Peixe.
Denilson Alves é um dos estudantes que faz parte da primeira turma do curso. Ele, que é natural de São João do Rio do Peixe, encontrou no curso uma oportunidade de unir admiração e vocação. “Desde pequeno eu sempre fui apaixonado por dinossauros. Vim pra uma palestra aqui sobre Paleontologia e encontrei essa oportunidade incrível de trabalhar e de ter uma formação acadêmica, não só na sala de aula, mas com atuação”, contou o jovem.
Segundo ele, as expectativas estão extremamente altas, “mas o ponto principal é a Paleontologia. E quero expandir a questão da comunicação e conhecer todos os pontos turísticos que a cidade de Sousa tem pra nos apresentar”, finalizou Denilson.



