João Pessoa ocupa a 22ª posição entre as capitais brasileiras no ranking de Acesso à Saúde, de acordo com a edição 2025 do Ranking de Competitividade dos Municípios, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Quando o recorte é ampliado para o cenário nacional, que avalia 418 municípios com mais de 80 mil habitantes, a capital paraibana aparece apenas na 378ª colocação, revelando um contraste significativo entre seu desempenho relativo entre as capitais e a realidade brasileira mais ampla.
O levantamento analisa o pilar Acesso à Saúde, um dos dois eixos centrais da política pública de saúde avaliados pelo ranking, o outro é Qualidade da Saúde. A separação entre esses pilares não é apenas metodológica: ela busca evitar que a simples existência de serviços de saúde oculte problemas estruturais, como baixa resolutividade, precariedade no atendimento ou desigualdade no acesso.
Desempenho abaixo entre capitais
Estar na 22ª posição entre as 26 capitais brasileiras indica que João Pessoa ainda enfrenta limitações relevantes na oferta e na facilidade de acesso aos serviços de saúde, sobretudo quando comparada a capitais das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Por outro lado, ao observar o desempenho no contexto nacional, o município aparece à frente de dezenas de cidades de médio e grande porte, o que demonstra que o problema, embora grave, não é isolado.
Na prática, os dados sugerem que:
- Existe uma estrutura mínima de acesso, mas com gargalos importantes, possivelmente ligados à cobertura, à distribuição territorial dos serviços e à capacidade de atendimento;
- A capital paraibana ainda não conseguiu transformar suas políticas de saúde em um diferencial competitivo urbano, como fizeram os municípios que lideram o ranking.
Abaixo da média nacional
A edição 2025 do ranking analisa municípios que concentram cerca de 60% da população brasileira. Estar na 378ª posição nacional coloca João Pessoa abaixo da média dos municípios avaliados, indicando que o desafio vai além da comparação regional e possui caráter estrutural.
Segundo o estudo, o acesso à saúde é um indicador-chave de bem-estar, longevidade, produtividade e competitividade econômica. Municípios que falham nesse aspecto tendem a enfrentar maior pressão sobre serviços de urgência, piores indicadores de qualidade de vida e impactos indiretos sobre educação, renda e desenvolvimento urbano.
Mais acesso não basta
O próprio CLP faz um alerta central: ampliar o acesso sem garantir qualidade não cumpre a missão da política pública de saúde. Um município verdadeiramente competitivo é aquele capaz de oferecer serviços amplos, acessíveis e de boa qualidade, assegurando não apenas atendimento, mas resolutividade e impacto real na vida da população.



