O Ministério Público Federal (MPF) realizou um ato inter-religioso para cumprir uma das condições do Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), firmado entre o órgão e o padre Danilo César de Sousa Bezerra, acusado de fazer referências desrespeitosas às religiões de matriz africana ao comentar a morte da cantora Preta Gil. O ato foi realizado na tarde desta sexta-feira (6), na sede do MPF, em João Pessoa.
O pai de Preta, o cantor Gilberto Gil, esteve presente no ato e disse que isso representa uma reparação à agressão que foi feita contra sua filha.
“Os nossos agradecimentos pelo ato de reparação a essa agressão que foi feita, a esse ato de injustiça perpetrado contra nós, contra toda a nossa família, nossos amigos e todos os nossos parentes. Manifesto minha satisfação pelo fato de que a reparação está sendo feita; o reconhecimento da agressão e da injustiça está acontecendo”, ressaltou Gil.
Gilberto ainda completou o recado ao padre Danilo e a toda a comunidade, dizendo que espera que o reconhecimento feito seja sincero.
“Ao padre, à sua paróquia, a todos que fazem a vida religiosa dessa comunidade, também o nosso reconhecimento por essa proposta que está sendo feita. Eu espero que seja sincera e profunda, como é da nossa parte. Obrigado a todos; que sigamos daqui para frente com mais compreensão e menos intolerância”, complementou o cantor.
Preta Gil morreu em julho de 2025. Em uma missa, o padre Danilo César disse que as orações feitas por Gilberto Gil aos orixás pela saúde de Preta não resultariam em nada. Ele foi notificado pelo MPF e firmou um acordo para não responder criminalmente por intolerância religiosa.



