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Preso por morte de namorada na Baía da Traição já havia sido condenado por violência doméstica

Renato Ferreira Salustiano Neto recebeu uma pena de sete meses de detenção.

Renato Ferreira Salustiano Neto, preso suspeito de ter matado namorada na Baía da Traição - Foto: reprodução
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Preso suspeito de matar a jovem Rayla Cavalcante, de 23 anos, após empurrá-lá da moto na última segunda-feira (16), na Baía da Traição, Renato Ferreira Salustiano Neto já havia sido condenado por violência doméstica no ano passado. O homem era namorado da vítima.

A condenação de Renato Ferreira Salustiano Neto foi expedida no dia 17 de junho de 2025. Na ocasião em que foi julgado, no dia 25 de setembro de 2022, o réu invadiu a casa da sua então namorada, que à época tinha 17 anos, e a espancou com chutes e pontapés em várias partes do corpo. O crime ocorreu no município de Cuitegi, no interior da Paraíba.

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Além das agressões, Renato Ferreira Salustiano tomou o celular da vítima. O motivo da briga entre o casal teria sido ciúmes por parte do réu.

Sentença

Na condenação, a juíza Anressa Torquato Silva absolveu Renato Ferreira do crime de invasão de dispositivo informático por falta de provas, tendo em vista que o réu tinha a senha e livre acesso ao celular da vítima.

A condenação por violência doméstica, de acordo com a juíza, teve provas da prática. Fotografias e o laudo traumatológico apresentaram lesões em diversos lugares do corpo da vítima, como no olho, lábios, ombro, braço, além de 12 escoriações na região cervical e uma na mandíbula. Os depoimentos da vítima também atestaram as agressões, conforme a sentença.

Durante o interrogatório, Renato Ferreira confessou as agressões e se mostrou arrependido, conforme assinala a juíza na sentença.

Renato Ferreira Salustiano Neto recebeu uma pena de sete meses de detenção. A decisão foi cumprida em regime aberto. O réu pernoitava durante fins de semana na penitenciária.

“Considerando que o réu confessou a prática delitiva, encontra-se presente a atenuante da confissão prevista no art. 65, III, alínea “d”, do Código Penal, no entanto, deixo de aplicá-la em virtude de a pena ter sido fixada no mínimo legal, permanecendo, portanto, a reprimenda em 07 (sete) meses de detenção, a qual torno definitiva por não haverem circunstâncias atenuantes, agravantes, majorantes e minorantes a serem reconhecidas.”, diz a juíza ao aplicar a pena ao réu.

Crime na Baía da Traição

Rayla Cavalcante, de 23 anos, que morreu na última segunda-feira (16), na Baía da Traição, no Litoral Norte, após ter sido empurrada da motocicleta em que estava com Renato Ferreira Salustiano Neto. O suspeito confessou que empurrou a vítima.

Rayla teve ferimentos na cabeça e ainda foi socorrida para uma unidade médica da Baía da Traição, mas faleceu devido às lesões.

Na terça-feira (17), a Justiça converteu a prisão em flagrante de Renato em prisão preventiva.

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