Irã libera Estreito de Ormuz após acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano

A reabertura do canal era uma exigência central do presidente norte-americano, Donald Trump, durante as rodadas de negociação com Teerã no último final de semana.

Foto: Hamad I Mohammed/Reuters
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O governo do Irã anunciou, nesta sexta-feira (17), a reabertura total do Estreito de Ormuz para a navegação comercial. A decisão, confirmada pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, ocorre em meio ao cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano, mediado pelos Estados Unidos.

A rota, considerada a mais importante para o transporte de petróleo no mundo, permanecia bloqueada desde o dia 28 de fevereiro. Com a liberação, o fluxo de navios cargueiros e petroleiros volta à normalidade no período de trégua, aliviando a pressão sobre os preços internacionais do combustível.

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A reabertura do canal era uma exigência central do presidente norte-americano, Donald Trump, durante as rodadas de negociação com Teerã no último final de semana. Em contrapartida, o Irã condicionou a liberação à inclusão do território libanês no cessar-fogo, interrompendo os ataques na região.

Pelo Estreito de Ormuz circula aproximadamente 20% de todo o petróleo global. O fechamento prolongado da via gerou instabilidade nos mercados financeiros e encareceu commodities em diversos países, incluindo o Brasil.

Trump celebra decisão em rede social

Logo após o comunicado oficial de Araghchi, o presidente Donald Trump utilizou suas redes sociais para agradecer ao país persa e confirmar a segurança na rota marítima.

“O Irã acaba de anunciar que o Estreito está totalmente aberto e pronto para a passagem irrestrita. Obrigado”, escreveu o mandatário.

A Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã coordenará as rotas de navegação para garantir que as embarcações comerciais transitem sem riscos durante o período restante da trégua.

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