O Hospital Metropolitano realizou, nesta quarta-feira (29), o primeiro transplante cardíaco do ano de 2026. O paciente foi Cosmo Braz e tem 47 anos de idade.
Morador de João Pessoa, Cosmo enfrentava um quadro grave de insuficiência cardíaca descompensada, provocado por uma miocardiopatia isquêmica. Há quase um ano em acompanhamento com a equipe especializada do Hospital Metropolitano, ele foi incluído na lista de transplante cardíaco após sucessivos agravamentos no seu estado de saúde e internações frequentes.
De acordo com Tauanny Frazão, cardiologista e coordenadora do Ambulatório de Transplante do Hospital Metropolitano, o momento representa uma vitória para toda a equipe e, principalmente, para o paciente. “Hoje é o grande dia do nosso paciente Cosmo, o primeiro transplante de 2026 e estamos muito felizes. Cosmo é um guerreiro, um paciente que acompanhamos desde 2025 aqui no nosso ambulatório especializado em transplante cardíaco”, afirmou.
A cardiologista explicou que o quadro do paciente era extremamente delicado. “Ele é portador de uma miocardiopatia dilatada e a fração de ejeção dele é apenas 17%. Então o coração dele bate realmente muito menos do que deveria e isso o levou, sobretudo nas últimas semanas, a múltiplos internamentos. O quadro dele estava evoluindo muito rapidamente, então estamos muito felizes que esse grande dia chegou para dar a Cosmo uma nova história, uma nova esperança e com certeza uma nova vida”, enfatizou.
O transplante foi possível graças à doação de órgãos realizada por uma família que, mesmo em meio à dor da perda, autorizou a doação do coração de um homem de 35 anos, após morte encefálica confirmada. Emocionado, Cosmo falou sobre o impacto do momento em que recebeu a ligação confirmando que havia um órgão compatível. “Primeiramente agradeço a Deus, segundo à família doadora que teve essa atitude tão bonita. No momento em que eu recebi a ligação foi uma explosão de emoção”, disse.
Cosmo relembrou os momentos difíceis vividos durante o tratamento, incluindo a perda da esposa, que o acompanhava durante a internação. “Minha esposa foi muito parceira nos momentos mais difíceis. Ela estava comigo e, no último dia, ela dormiu comigo, na cama, no leito do hospital”, contou, emocionado. Ao falar sobre o futuro, ele mencionou sua filha de 15 anos, e o desejo de retomar a vida ao lado dela. “O que eu mais gostaria é poder abraçar minha filha, dar todo carinho a ela e fazer algo diferente.




