Indicação de Jorge Messias ao STF é rejeitada em votação histórica no Senado

Rejeição inédita expõe fragilidade na articulação política do governo no Senado

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O Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada em votação no plenário da Casa, que terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis — resultado insuficiente para alcançar a maioria absoluta necessária para aprovação, fixada em pelo menos 41 votos.

A rejeição marca um episódio inédito na história recente do Parlamento brasileiro. Trata-se da primeira vez, em mais de 130 anos, que o Senado recusa a indicação de um nome para o STF. O último caso semelhante havia ocorrido em 1894, ainda nos primeiros anos da República.

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Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Messias chegou a passar pela sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde teve seu nome aprovado antes de seguir para análise final no plenário. Apesar disso, não conseguiu reunir apoio suficiente entre os senadores na etapa decisiva.

Nos bastidores, a decisão é interpretada como uma derrota política significativa para o governo federal, evidenciando dificuldades na articulação junto ao Senado em votações consideradas estratégicas e de maior complexidade.

Após o resultado, parlamentares da base governista e da oposição passaram a avaliar os impactos da votação. A expectativa é de que o episódio influencie diretamente a relação entre os Poderes Executivo e Legislativo nos próximos dias, além de repercutir nas futuras indicações para cargos de alta relevância institucional.

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