O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a considerar a indicação de uma mulher para ocupar a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado Federal. A mudança de estratégia ocorre em meio à avaliação do Palácio do Planalto sobre os impactos políticos da derrota sofrida na votação.
Nos bastidores do governo, aliados defendem que a próxima indicação tenha um perfil menos ligado diretamente ao círculo pessoal do presidente. Além disso, cresce dentro de setores do PT e de movimentos sociais a pressão para que Lula escolha uma mulher, preferencialmente negra, para integrar a Suprema Corte.
A rejeição de Jorge Messias marcou um episódio histórico no país. O Senado barrou a indicação do atual advogado-geral da União por 42 votos contrários e 34 favoráveis, sendo a primeira vez desde o século XIX que um indicado ao STF foi rejeitado pelos senadores.
Após o resultado, Lula passou a analisar novos nomes e alternativas para evitar uma nova derrota política. Entre os critérios avaliados pelo presidente estão capacidade de articulação, menor resistência no Congresso e representatividade dentro da Corte.
Apesar disso, interlocutores do governo afirmam que Lula ainda mantém boa relação com Jorge Messias e não descarta uma futura indicação do aliado em outro momento político considerado mais favorável.
Nos últimos dias, também ganharam força especulações envolvendo possíveis nomes femininos para a vaga no STF, ampliando o debate sobre representatividade e diversidade dentro do Supremo.




