Durigan rebate decisão dos EUA sobre PCC e CV e rejeita submissão: “Não cabe ao Brasil lugar de vassalagem”

Durigan afirmou que o país não aceitará uma posição de subordinação diplomática e que não cabe ao Brasil ficar em um lugar de “vassalagem” e implorar por negociações com Washington.

Dario Durigan
Dario Durigan (Foto: Diogo Zacarias)
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, subiu o tom nesta segunda-feira (1º) ao comentar a medida dos Estados Unidos envolvendo a segurança pública brasileira. Durigan afirmou que o país não aceitará uma posição de subordinação diplomática e que não cabe ao Brasil ficar em um lugar de “vassalagem” e implorar por negociações com Washington.

O mal-estar diplomático começou na última quinta-feira (28), quando o governo norte-americano classificou as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A canetada da Casa Branca gerou duras críticas nos bastidores do Palácio do Planalto e do Ministério da Fazenda.

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De acordo com Durigan, a diplomacia da Casa Branca errou ao não procurar as autoridades brasileiras antes de anunciar a sanção internacional. O ministro ressaltou que caberia ao governo dos EUA ter entrado em contato prévio com o Brasil para comunicar a decisão, mas ponderou que a equipe econômica e o governo federal não possuem qualquer resistência em dialogar com Washington — desde que em condições de igualdade.

Em entrevista exclusiva ao SBT News, o ministro explicou como o governo brasileiro conduzirá os próximos passos e deixou claro que o país ditará o próprio ritmo:

“Eu não tenho nenhum problema em entrar em contato com eles e explicar o que pode ser feito, eu posso ligar a qualquer momento, mas não cabe ao Brasil estar em um lugar de vassalagem e ligar aos EUA a todo momento, isso está sendo discutido internamente. Essa medida foi designada quinta, passamos o tempo conversando, no meu tempo eu vou fazer o contato com eles”, declarou.

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