A Copa do Mundo de 2026 já começou e movimenta torcedores a planejarem encontros para acompanhar os jogos da seleção brasileira. E se futebol costuma combinar com petiscos, também é possível aproveitar esses momentos de confraternização sem exageros e com opções mais equilibradas à mesa.
Segundo Tito Ramalho, chef de cozinha e professor do curso de Gastronomia, da Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, pequenas substituições nos preparos tradicionais podem reduzir o teor de gordura e tornar os lanches mais nutritivos, sem comprometer a experiência gastronômica.
“Eventos esportivos costumam ser associados ao consumo de frituras, embutidos e alimentos ultraprocessados. Mas é possível criar um cardápio saboroso utilizando ingredientes frescos, técnicas de preparo mais saudáveis e produtos regionais que já fazem parte da cultura alimentar nordestina”, explica.
De acordo com o especialista, equipamentos como a airfryer ganharam espaço justamente por permitirem preparações mais leves e práticas para receber amigos em casa. Legumes assados, espetinhos, chips de vegetais, queijos grelhados e receitas à base de milho estão entre os tira-gostos que podem compor uma mesa diversificada durante as partidas.
Além da escolha dos ingredientes, Tito destaca a importância de equilibrar sabores e texturas. “Um bom petisco não precisa ser excessivamente gorduroso para agradar. Quando combinamos ingredientes de qualidade, elementos crocantes, sabores contrastantes e uma apresentação atrativa, conseguimos criar experiências gastronômicas tão interessantes quanto as versões tradicionais”, afirma.
A realização da Copa também abre espaço para explorar referências culinárias dos países-sedes do torneio. Em 2026, a competição acontece no Canadá, Estados Unidos e México, país cuja gastronomia tem no milho doce um de seus principais símbolos culturais, como o Elote, famoso petisco nas ruas mexicanas.
“Trazer inspirações internacionais para dentro de casa é uma forma divertida de entrar no clima da Copa. O milho está presente em diversas receitas mexicanas e, ao mesmo tempo, é um ingrediente muito familiar para os paraibanos. Essa conexão permite criar pratos que dialogam com diferentes culturas sem perder a identidade regional”, ressalta o professor.
Receita: Elote Mexicano – Milho Assado na Airfryer com Queijo Coalho e Ervas
Ingredientes
3 espigas de milho verde
20 g de manteiga
5 g de sal
30 g de maionese light
10 g de queijo coalho pré-cozido ralado
10 g de coentro picado
10 g de salsa picada
10 g de páprica doce ou picante
Modo de preparo
Pré-aqueça a Airfryer a 180°C por 10 minutos. Enquanto isso, envolva cada espiga de milho em papel-alumínio. Antes de fechar, pincele os milhos com a manteiga e tempere com o sal. Feche bem os embrulhos e leve à Airfryer por cerca de 10 a 15 minutos.
Retire as espigas do papel-alumínio e pincele toda a superfície com a maionese. Em seguida, cubra os milhos com o queijo coalho ralado e retorne à Airfryer por mais alguns minutos, apenas até o queijo dourar levemente.
Retire da Airfryer e finalize com o coentro, a salsa e a páprica espalhados sobre toda a superfície.
Como servir
Sirva imediatamente, ainda quente, como acompanhamento de refeições, entrada ou opção para festas juninas e encontros informais.
“Essa receita reúne elementos muito presentes na culinária mexicana, mas ganha uma identidade nordestina com a presença do queijo coalho. O contraste entre o doce e o salgado cria um petisco leve, prático e perfeito para compartilhar durante os jogos”, conclui Tito Ramalho.




