A Secretaria de Segurança e da Defesa Social da Paraíba (Sesds) apresentou, nesta segunda-feira (6), os indicadores criminais referentes ao primeiro semestre de 2026. Os dados oficiais apontam uma redução de 14% nos índices de homicídios em todo o território estadual, em comparação com o mesmo período do ano de 2025. A melhora nos índices estatísticos foi atribuída ao trabalho integrado entre as forças policiais e ao fortalecimento das ações de inteligência.
De acordo com o balanço, o avanço no combate aos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) decorre diretamente do foco na atividade investigativa. A delegada-geral adjunta da Polícia Civil da Paraíba, Cassandra Duarte, ressaltou que o monitoramento sistemático e qualificado tem garantido maior eficiência e celeridade na identificação e prisão de criminosos.
“Uma importante diminuição: 14% só no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Isso demonstra um trabalho integrado de todas as forças de segurança e, especialmente, evidencia a importância da investigação e da elucidação conduzidas pela Polícia Civil da Paraíba”, avaliou a delegada.
Metodologia paraibana atinge 64% de elucidação de crimes
Um dos pilares que sustentam a queda dos indicadores de violência é o modelo de gestão adotado pelo estado há 13 anos. A metodologia própria de acompanhamento dos casos de CVLI é considerada referência técnica nacional e coloca a Paraíba em posição de destaque na resolução de assassinatos. Atualmente, o índice de elucidação de crimes contra a vida no estado alcança a marca de 64%.
“Temos uma metodologia respeitada em todo o Brasil para o acompanhamento dos crimes violentos letais intencionais. Apenas com esse modelo de trabalho, já alcançamos 64% de elucidação dos casos. Esse resultado contribui diretamente para a diminuição dos números de mortes violentas no estado”, pontuou Cassandra Duarte.
O sistema operacional de monitoramento da Polícia Civil acompanha de perto as seguintes etapas de cada ocorrência:
Instauração imediata do inquérito policial nas delegacias e núcleos especializados;
Produção de provas técnicas e relatórios de inteligência;
Representação jurídica e cumprimento de medidas cautelares, como mandados de busca e apreensão;
Execução de prisões preventivas e temporárias de suspeitos.
A delegada-geral adjunta finalizou destacando que a experiência consolidada da segurança pública paraibana antecede os debates nacionais sobre a padronização das métricas policiais, entregando resultados práticos e garantindo mais tranquilidade à população.




