Uso de aplicativos de bancos cresce 15,5% na Paraíba, aponta IBGE

Uso alcança 2,18 milhões de paraibanos.

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Foto: reprodução
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O número de paraibanos com 10 anos ou mais que utilizaram a internet para acessar aplicativos de instituições financeiras chegou a 2,18 milhões em 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O contingente representa um crescimento de 15,5% em relação ao ano anterior, o equivalente a 292 mil novos usuários. Entre todas as finalidades de uso da internet pesquisadas pelo instituto, essa foi a que apresentou a maior expansão no período.

O avanço reflete a crescente relação dos brasileiros com os serviços financeiros digitais a partir do sucesso do PIX e em especial com a adesão cada vez mais cedo de jovens ao sistema financeiro nacional. Nascida em um ambiente conectado, a chamada geração Z tem incorporado ao dia a dia soluções como pagamentos instantâneos, carteiras digitais, crédito e investimentos por meio de aplicativos.

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Esse comportamento é observado especialmente no cooperativismo de crédito. Na Paraíba, o número de associados da geração Z no Sicredi cresceu 34,2% em junho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Para o coordenador de Projetos de Desenvolvimento e Planejamento da Central Sicredi Nordeste, Judson Garcia, a maior familiaridade desse público com ferramentas digitais ajuda a explicar o avanço dos serviços financeiros online.

Acesso de jovens a crédito mais que dobra, diz BC

Segundo o mais recente Relatório de Cidadania Financeira, do Banco Central, o número de jovens utilizando cartão de crédito e empréstimo pessoal mais que dobrou, passando de 13,7 milhões em 2016 para 27,6 milhões de pessoas em 2024, crescimento de 101%. O principal avanço ocorreu entre jovens com renda de até dois salários mínimos.

Até 2020, a idade média do primeiro relacionamento com o Sistema Financeiro Nacional era de aproximadamente 35 anos. Desde então, esse indicador vem recuando e chegou a 20 anos em 2024. Para Judson Garcia, a entrada cada vez mais precoce dos jovens no sistema financeiro tende a influenciar a forma como as instituições se relacionam com seus públicos.

“Esse é um público que cresceu conectado e espera experiências simples e integradas. Ao mesmo tempo, valoriza educação financeira e transparência. A presença crescente desses jovens no cooperativismo contribui para renovar a base de associados e ampliar a participação das novas gerações no desenvolvimento das comunidades”, afirma.

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