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Falta de infraestrutura de transmissão penaliza Nordeste e aumenta risco de apagões no Sudeste

Em Santa Luzia, no Sertão da Paraíba, empresa reduziu de 800 para 200 o número de colaboradores. Apesar da região produzir energia solar e eólica em abundância

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As restrições do setor elétrico para transmissão de energia renovável e a falta de linhas no Brasil colocam em risco empregos e investimentos na Região Nordeste e exacerbam a crise energética no Sudeste. A Rio Alto Energias Renováveis, uma das maiores plantas de energia solar da América Latina, enfrenta desafios críticos devido a restrições de geração impostas pela falta de infraestrutura de transmissão, ameaçando empregos e investimentos.

Responsável pela instalação de um Complexo de Energia Solar no município de Santa Luzia, no Sertão da Paraíba, a empresa se viu forçada drasticamente a reduzir de 800 para 200 o número de colaboradores. Apesar de o Nordeste produzir energia solar e eólica em abundância.

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Rico em potencial para geração de energia renovável, em abundância, o NE enfrenta um paradoxo: enquanto a região produz energia solar e eólica em abundância, a insuficiência de infraestrutura de transmissão impede que essa energia chegue ao Sudeste, resultando em apagões e tarifas elevadas tarifas elevadas devido à escassez de energia. A razão, segundo especialistas, é a insuficiência de linhas de transmissão que permitiriam o fluxo dessa energia para regiões deficitárias.

Recentemente, São Paulo enfrentou seu terceiro grande apagão em menos de um ano, deixando milhões de pessoas sem eletricidade por vários dias, conforme relatado por diversas fontes de notícias de credibilidade.

Investimentos inviabilizados

O CEO da Rio Alto, Edmond Fahrat, expressa sua frustração com a situação, destacando que a empresa está operando com uma restrição de geração de 40%, o que impacta diretamente seu faturamento. “É catastrófico para qualquer empreendimento que contava com geração plena”, afirmou. Com a energia já vendida, a empresa é obrigada a comprar no mercado para honrar seus compromissos, além de enfrentar custos adicionais com depósitos de garantia na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Durante entrevista exclusiva ao jornalista Cândido Nóbrega, ele explicou que essa situação cria um custo inesperado e altíssimo, que penaliza severamente os investimentos já feitos, especialmente no Nordeste.

A situação é agravada pela falta de planejamento adequado por parte da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia, que deveria ter previsto e executado a infraestrutura necessária para suportar a expansão da geração de energia renovável. “Já sabíamos a quantidade de energia que entraria no sistema, mas faltou planejamento para contemplar todos esses projetos”, criticou o executivo. A ausência de novas linhas de transmissão, que deveriam ter sido construídas para evitar o atual gargalo, é um reflexo direto dessa falha de planejamento.

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