A Energisa Paraíba, em conjunto com a Polícia Civil e o Instituto de Polícia Científica (IPC), realizou nesta quarta-feira (28) uma operação de combate ao furto de energia no município de Patos, no Sertão do estado. A ação resultou na prisão de quatro pessoas.
A primeira operação do ano em Patos ocorreu em diversos bairros da cidade e identificou pelo menos 15 irregularidades em residências e estabelecimentos comerciais. As equipes atuaram na identificação de ligações clandestinas que comprometem a segurança da população e a qualidade do fornecimento de energia.
O furto de energia é tipificado no artigo 155 do Código Penal e prevê pena de um a quatro anos de prisão, além de multa. De acordo com Danillo Lélis, gerente comercial e de combate a perdas da Energisa Paraíba, a distribuidora realiza inspeções diárias em toda a sua área de concessão, com foco na segurança dos clientes e na preservação da qualidade do serviço, além de utilizar recursos de tecnologia e inteligência operacional como suporte ao combate ao furto.
175 pessoas foram presas em 2025 por furto de energia
Entre janeiro e dezembro de 2025, 175 pessoas foram presas por furto de energia na Paraíba, sendo 64 delas na Grande João Pessoa, 60 no Sertão do estado e 46 na região da Borborema. A Energisa Paraíba realizou mais de 130 mil inspeções ao longo do ano, que recuperou 32,9 GWh, quantidade suficiente para abastecer cerca de 20 mil residências durante um ano.
“Foram encontradas mais de 18 mil irregularidades durante as inspeções em 2025. Além de criminosa, o furto de energia é uma prática que pode colocar a vida dos envolvidos em risco. Muitas vezes essas intervenções são executadas por pessoas sem conhecimento técnico, o que aumenta o risco de acidentes, choques e incêndios,” explica Danillo.
O furto de energia também representa prejuízo para os cofres públicos. A energia recuperada representou quase R$6 milhões de ICMS ao governo.



