Indícios de possíveis crimes eleitorais foram identificados no decorrer das investigações da segunda fase da Operação Restinga, deflagrada na manhã desta sexta-feira (6) em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa. A ação tem como alvo um grupo suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, tortura e homicídios na cidade.
Segundo o delegado Alexandre Fernandes, responsável pelas investigações, as suspeitas relacionadas a irregularidades eleitorais surgiram de forma inesperada enquanto a Polícia Civil apurava os crimes atribuídos à organização investigada.
“É um tema extremamente delicado. Surgiram informações de crimes eleitorais que se desenvolveram durante essas investigações”, afirmou o delegado.
De acordo com o investigador, todo o material coletado pela equipe foi reunido em relatórios de inteligência e encaminhado para os órgãos responsáveis pela apuração desse tipo de crime.
“Nós não temos atribuição para tratar disso. Fizemos todo o apanhado, elaboramos os relatórios de inteligência e encaminhamos para o Ministério Público Eleitoral, para o Gaeco e para a Polícia Federal, para dar andamento a essas investigações”, explicou.
O delegado destacou ainda que, apesar de as suspeitas terem surgido de maneira fortuita durante a investigação principal, a Polícia Civil considerou necessário formalizar o registro e encaminhar o material às autoridades competentes.
“Se caiu na nossa investigação de forma fortuita, a gente não poderia colocar embaixo do tapete. A gente apurou, preparou o material necessário e encaminhou para os órgãos que vão dar continuidade a essas investigações”, disse.
A operação é conduzida pela Polícia Civil da Paraíba em parceria com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba. As investigações indicam que o grupo investigado atua de forma considerada “extremamente violenta”, com envolvimento em tráfico de drogas, armas e munições, além de práticas como tortura, assassinatos e corrupção de menores.




