A situação do Hospital Antônio Targino gerou repercussão após o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde e Entidades do Agreste da Borborema (SEESSA-AB) divulgar, nesta terça-feira (10), uma nota classificando como “grave” o cenário enfrentado por profissionais vinculados à unidade hospitalar.
De acordo com o sindicato, uma decisão judicial teria decretado a falência do hospital em um processo movido por uma trabalhadora da instituição. Segundo a entidade, com a decretação da falência, ações trabalhistas que cobram dívidas da unidade passariam a integrar o quadro geral de credores da massa falida.
Na prática, conforme explicou o SEESSA-AB, trabalhadores que aguardam decisões ou pagamentos poderiam enfrentar um processo mais demorado para receber valores relacionados a salários atrasados, verbas rescisórias e outros direitos trabalhistas.
O sindicato também afirmou que, desde o ano passado, vinha denunciando dificuldades enfrentadas por profissionais em hospitais privados de Campina Grande, incluindo o Antônio Targino. Entre os problemas relatados estão atrasos no pagamento de salários, do décimo terceiro e a falta de repasse do FGTS.
Para o presidente da entidade, Josemar Bezerra, a situação gera preocupação entre os trabalhadores. Segundo ele, o sindicato acompanha o caso e pretende atuar para garantir que os profissionais não sejam prejudicados, lembrando que créditos trabalhistas têm prioridade legal.
Hospital nega falência
Após a divulgação da nota sindical, a direção do Hospital Antônio Targino se manifestou publicamente e negou que tenha havido decreto de falência da instituição.
Em nota divulgada na noite desta terça-feira (10), o hospital afirmou que suas atividades seguem normalmente em Campina Grande e na região e que a situação jurídica estaria sendo interpretada de forma equivocada.
Segundo a direção, no dia 25 de fevereiro de 2026 foi protocolado na Justiça um pedido de tutela de urgência antecedente preparatória para futura recuperação judicial. A ação tramita na Vara de Feitos Especiais de Campina Grande, vinculada ao Tribunal de Justiça da Paraíba.
Ainda de acordo com o hospital, a Justiça aceitou o pedido e determinou a suspensão, por 30 dias, de ações e execuções em andamento contra a instituição, especialmente de natureza trabalhista. A decisão também impede medidas como penhora, arresto, sequestro e busca e apreensão de bens.
Conforme a direção da unidade, a medida tem caráter protetivo e busca permitir a reorganização financeira do hospital, além de possibilitar a apresentação de um plano de recuperação judicial.




