Após mais de meio século, a NASA realiza, nesta quarta-feira (1º), o lançamento da missão Artemis II, marcando o retorno de humanos à órbita da Lua. A decolagem está prevista para as 19h24 (horário de Brasília), a partir do Centro Espacial Kennedy.
A missão é o primeiro voo tripulado do programa Artemis, considerado um passo essencial para a retomada da exploração do espaço profundo. Segundo a agência, há 80% de chances de condições climáticas favoráveis para o lançamento, que já foi adiado diversas vezes.
Com duração aproximada de dez dias, a Artemis II não prevê pouso na Lua. O objetivo é realizar um sobrevoo ao redor do satélite natural, incluindo a passagem pelo lado oculto, antes do retorno à Terra em uma trajetória de “retorno livre”, que utiliza a gravidade terrestre e lunar.
Durante o voo, os astronautas irão testar sistemas fundamentais da nave Orion em ambiente de espaço profundo, como suporte de vida, comunicação, navegação e controle manual, etapas consideradas cruciais antes de futuras missões com pouso.
A tripulação é formada por Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto), Christina Koch (especialista de missão) e o canadense Jeremy Hansen. Glover e Koch farão história como o primeiro homem negro e a primeira mulher a participarem de uma missão lunar da agência.
Eles também serão os primeiros humanos a viajar tão longe da Terra desde as missões do programa Apollo, na década de 1970, ultrapassando as distâncias alcançadas naquela época.
Programa Artemis
O Artemis é o novo programa lunar da NASA e tem como objetivo levar novamente astronautas à superfície da Lua, incluindo a primeira mulher e a primeira pessoa negra, ainda nesta década.
A primeira missão, a Artemis I, ocorreu em 2022, sem tripulação. Já a Artemis II marca o retorno humano à órbita lunar.
A próxima etapa, a Artemis III, deve acontecer a partir de 2027 ou 2028, com previsão de pouso no polo sul da Lua, região ainda inexplorada por humanos.
No longo prazo, o plano da NASA inclui a construção da estação espacial Gateway e o estabelecimento de presença humana contínua na Lua. O objetivo final é usar o satélite como base para futuras missões tripuladas a Marte.




