A Polícia Civil da Paraíba prendeu, nesta terça-feira (28), o homem suspeito de assassinar Maria Clara da Silva, eleita Miss Trans Paraíba nos anos de 2017 e 2018. A prisão ocorreu após o Tribunal de Justiça (TJPB) expedir o mandado contra o investigado, de 28 anos, pelo crime de transfeminicídio.
A equipe da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (DCCPES) localizou e capturou o suspeito na capital. Ele é o principal alvo da investigação sobre a morte da modelo, encontrada sem vida em setembro de 2025, no bairro do Varadouro. De acordo com a polícia, o crime está tipificado no artigo 121-A do Código Penal, que trata especificamente da violência letal contra mulheres trans.
O corpo de Maria Clara foi encontrado no dia 29 de setembro do ano passado, dentro de sua própria residência. Na época, amigos estranharam a ausência da vítima e decidiram ir até o local. Ao chegarem, encontraram a grade da casa aberta e o corpo de Maria Clara envolto em lençóis, com diversas marcas de golpes de arma branca.
A perícia indicou que a vítima sofreu ataques com objeto cortante, possivelmente uma faca. Desde o crime, a Polícia Civil trabalhava no cruzamento de dados e depoimentos para identificar o autor e as motivações do assassinato, que gerou grande comoção e mobilização de movimentos LGBTQIA+ no estado.
Após a prisão, o suspeito passou pelo exame de corpo de delito e seguiu para a carceragem da Polícia Civil em João Pessoa. Ele aguarda agora a audiência de custódia, onde o juiz decidirá sobre a manutenção da prisão preventiva.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do crime e se houve a participação de outras pessoas. O caso é tratado como uma prioridade para garantir justiça à memória de Maria Clara e combater a impunidade em crimes de ódio na Paraíba.




