A Polícia Civil da Paraíba solicitou, na manhã desta quarta-feira (20), a internação provisória da adolescente de 17 anos identificada como genitora do recém-nascido encontrado entre muros no distrito de Cupissura, em Alhandra. Segundo as autoridades, a jovem responderá por atos infracionais análogos aos crimes de aborto e infanticídio.
O pedido de internação ocorre após o depoimento da adolescente ao delegado Éder Hass. Durante a oitiva, a jovem confessou que escondeu a gestação de familiares e amigos. Ela relatou ainda que, na tentativa de interromper a gravidez, fez uso de chás medicinais naturais com propriedades abortivas.
Com a morte do recém-nascido confirmada, a Polícia Civil agora foca na materialidade dos atos praticados pela adolescente. A internação provisória é uma medida cautelar prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), aplicada em casos de grave repercussão social ou quando há necessidade de garantir a ordem pública e a instrução do processo socioeducativo.
A investigação apura as circunstâncias exatas do nascimento e o intervalo de tempo entre o parto e o momento em que a criança foi deixada na fresta entre os muros das residências. O resgate, realizado pelo Samu na terça-feira (19), exigiu que equipes quebrassem parte de uma parede de alvenaria para acessar o local.
A Polícia Civil segue colhendo depoimentos de testemunhas e vizinhos que ouviram os ruídos e acionaram o socorro. O caso permanece sob a jurisdição da Delegacia de Alhandra, que deve concluir o inquérito nos próximos dias para encaminhamento ao Ministério Público.




