Primeiros socorros: saiba como agir em situações de emergência com idosos

Especialista orienta familiares sobre os cuidados imediatos em casos de quedas, engasgos e mal súbito.

Foto: divulgação
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Uma queda no banheiro, um engasgo durante uma refeição ou uma queda repentina de pressão podem acontecer em questão de segundos. Quando a emergência envolve uma pessoa idosa, saber como agir nos primeiros minutos pode fazer toda a diferença para evitar complicações mais graves e até salvar vidas.

Segundo dados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), vinculado ao Ministério da Saúde, uma em cada três pessoas com mais de 65 anos sofre pelo menos uma queda por ano. E entre os idosos que caem, um em cada 20 acaba sofrendo fraturas ou necessita de internação hospitalar. A vulnerabilidade aumenta com o avanço da idade e está relacionada a fatores como redução da força muscular, alterações de equilíbrio, diminuição dos reflexos, problemas de visão e adaptações inadequadas dentro de casa.

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Diante desse cenário, conhecer noções básicas de primeiros socorros torna-se essencial para familiares e cuidadores. A orientação inicial, no entanto, é sempre a mesma: manter a calma, transmitir segurança ao idoso e avaliar a situação antes de qualquer ação.

As quedas estão entre os acidentes mais frequentes na terceira idade e exigem atenção especial. Além de fraturas, existe o risco de traumatismos cranianos. Quando ocorre uma pancada na cabeça, a observação dos sinais é fundamental. Sintomas como sonolência excessiva, confusão mental, vômitos, desmaios, dor intensa, desequilíbrio ou sangramento pelo nariz e ouvido indicam a necessidade de avaliação médica imediata.

Outro episódio comum é o engasgo. Quando o idoso está consciente, a realização correta da manobra de Heimlich pode ajudar a desobstruir as vias aéreas. Se houver perda de consciência ou a situação não for resolvida rapidamente, o atendimento de emergência deve ser acionado sem demora.

Em casos de cortes, escoriações e ferimentos superficiais, a enfermeira assistencial da Acuidar, Monica Santos, explica que os primeiros cuidados devem ser simples e seguros. “Os primeiros socorros incluem a higienização do local, o alívio da dor e o estancamento do sangue. O ideal é limpar com soro fisiológico ou água filtrada e sabonete neutro. Depois, fazer uma cobertura com gaze ou pano limpo. Nunca devemos tocar diretamente no ferimento com as mãos nem utilizar algodão ou lenços de papel sobre a lesão”, orienta.

A queda de pressão também exige monitoramento. Em situações leves, a orientação é colocar a pessoa deitada em um ambiente ventilado e oferecer líquidos, gradualmente, costuma ajudar na recuperação. No entanto, se houver sensação persistente de desmaio, fraqueza intensa ou sintomas que se prolonguem por mais de 15 minutos, é recomendado procurar atendimento médico.

Já diante de sinais de AVC ou infarto, o tempo é determinante. Alterações repentinas na fala, dificuldade para movimentar um lado do corpo, dor intensa no peito, falta de ar e suor excessivo são sinais de alerta que exigem encaminhamento imediato ao hospital ou acionamento do serviço de emergência.

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