A identificação biométrica será adotada em todas as seções eleitorais do país durante as Eleições 2026. A medida, prevista na Resolução TSE nº 23.759/2026, faz parte do processo de modernização da Justiça Eleitoral e tem como objetivo reforçar a segurança da identificação dos eleitores e reduzir o risco de fraudes durante a votação.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após a apresentação de um documento oficial com foto ou do aplicativo e-Título com fotografia, o eleitor que possui biometria cadastrada será orientado a posicionar o dedo no leitor biométrico da urna eletrônica para confirmar sua identidade antes da liberação do voto.
Apesar da ampliação do uso da tecnologia, o TSE destaca que a ausência do cadastro biométrico não impedirá o exercício do voto. Nesses casos, a identidade do eleitor será confirmada por outros meios e, após a votação, a pessoa será orientada a procurar a Justiça Eleitoral para realizar o cadastramento biométrico.
Da mesma forma, caso a impressão digital não seja reconhecida pela urna, a votação também será garantida. Inicialmente, a leitura poderá ser repetida por até quatro vezes. Se a biometria continuar sem reconhecimento, a mesa receptora fará uma nova verificação da identidade do eleitor por meio da confirmação do ano de nascimento, confrontando a informação com os dados do cadastro eleitoral.
Se os dados coincidirem, o voto será liberado. O eleitor deverá assinar o caderno de votação ou registrar a impressão digital, caso não saiba ou não possa assinar, e será orientado a atualizar os dados biométricos posteriormente junto à Justiça Eleitoral.
Como a biometria aumenta a segurança
De acordo com o TSE, a biometria funciona como uma etapa adicional de confirmação da identidade do eleitor. Após a conferência do documento oficial pela mesa receptora, a urna eletrônica valida a impressão digital antes de liberar o voto.
O procedimento dificulta que uma pessoa tente votar no lugar de outra e aumenta a confiabilidade do processo eleitoral. Além disso, quando houver dúvidas sobre a identidade do eleitor, a legislação prevê procedimentos complementares de conferência, incluindo o uso da biometria, quando disponível.
Quais dados são coletados
Durante o atendimento para alistamento, revisão ou transferência do título eleitoral, a Justiça Eleitoral realiza a coleta de:
- fotografia no padrão internacional ICAO;
- impressões digitais dos dez dedos, quando não houver impossibilidade física;
- assinatura digitalizada, quando aplicável.
Essas informações passam a integrar o cadastro eleitoral e são utilizadas para tornar mais segura a identificação dos eleitores.
O TSE reforça que a biometria é uma ferramenta para fortalecer a segurança das eleições, mas não impede o direito ao voto de quem ainda não possui cadastro biométrico ou enfrenta dificuldades no reconhecimento da impressão digital, já que a legislação estabelece procedimentos alternativos para confirmar a identidade do eleitor.




