Uns defendem o livro físico pela tradição… pelo cheirinho inconfundível e até inebriante das páginas. Outros, depois que conheceram o digital, não o largam mais por nada. Falam da praticidade, da comodidade de ler deitado na cama, antes de dormir, da economia na compra das obras.
A verdade é que essa discussão renderia tardes de conversa com um bom café. Opa, gostei!
Mas será mesmo que ao escolher um temos que excluir o outro?
Penso eu que não. Claro, cada um tem sua preferência. Eu tenho a minha e já revelo: o físico. Confesso que, por anos, relutei em ler diante de uma tela. Talvez porque a gente já passe tanto tempo diante de uma tela que, no momento da leitura, a vontade seja mesmo de se jogar em um bom livrinho de papel.
Como disse, demorei um pouco a me render ao digital, ao famoso Kindle. Até que ganhei um de presente. Abri a embalagem e ao me deparar com o eletrônico fiquei um pouco desapontada com medo de decepcionar a pessoa que me deu o presente. Juro!
Comecei a usar, ali, meio sem jeito.
Sentia meus livros físicos me olhando, me observando. Quase uma traição!
Será? Bem, comecei timidamente a usar o Kindle. Um livro, depois outro. Antes de dormir conseguia ler um pouco mais com a luz apagada (coisa que não dá pra fazer com o livro tradicional). Nas viagens, passei a levá-lo para sempre ter algo para ler no caminho.
E foi assim. Em pouco tempo já não me via (não me vejo) mais sem o livro digital. Caminho sem volta. A demora é conhecer, garanto. Há exceções, claro, como tudo na vida. Tenho relatos de que “é péssimo ler diante de uma tela”. Mas são adaptações de rotina, realidade e gostos.
Foi quando percebi que, se amo um, não preciso necessariamente odiar o outro. Jamais. Posso, sim, ficar com os dois. Afinal, se é para manter ou mesmo criar um hábito de leitura, devemos montar a estratégia que melhor se aplica à nossa realidade.
Se pensarmos bem, eles se complementam. Não se excluem.
O digital nos permite praticidade e economia (sim, os livros são significativamente mais baratos), além de outros pontos positivos.
O físico, ah, esse me pega… me paralisa.
Amo o cheirinho do livro novo, gosto de riscar, marcar (os meus apenas).
É uma alegria quando ganho ou compro um livro e o coloco na estante. Não importa quantos eu tenha, a sensação é que a minha estante sempre esperou por aquele livro em específico.
No cantinho, meu Kindle com suas centenas de livros me aguardando a qualquer hora e lugar.
E assim vou seguindo. Ora com o livro físico, ora com o digital. E sempre tentando arranjar um tempinho para a leitura.
E você, prefere o qual?
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Valéria Sinésio
Jornalista e radialista formada pela UFPB. Possui mestrado em jornalismo e especialização em redação jornalística e em marketing político.
Foi repórter do Jornal da Paraíba e colaboradora do portal UOL Notícias. Atuou nas editorias de política, cidades, economia e cotidiano.
Ganhou nove prêmios de jornalismo.
Atualmente trabalha com assessoria política e redes sociais.
Respostas de 4
Um amor pelo livro físico! 😍
Muito bom!! 👏👏
Também amo o cheirinho do livro físico!!! Mas, diante da rotina acelerada da vida, ter o digital com disponibilidade a qualquer momento, me faz aceitar e me render a sua tentação! É uma biblioteca na palma de nossas mãos!
Acho livro físico lindo, a sensação de passar as páginas e riscar são satisfatórias. O ponto negativo pra mim do livro físico e o que me fez me render ao digital e praticamente só ler a versão digital, é que eu tenho alergia, não importa se é livro novo ou velho, a renite vai atacar kkkkkk. Adorei a matéria e concordo demais, eles se complementam e não se excluem.