Search
Close this search box.

Publicidade

Sobre a profundidade da obra de Clarice Lispector

Compartilhe:

Na semana passada, me reuni com amigos queridos do clube do livro para discutirmos a sensibilidade da obra de Clarice Lispector. O livro escolhido foi ‘A hora da estrela’, um de seus últimos romances publicados. Foi uma tarde acolhedora e propícia para falarmos sobre literatura.

Quem já leu Clarice Lispector, qualquer uma de suas obras, ou mesmo trechos de seus livros, sabe bem da profundidade de suas palavras e de seus pensamentos. Clarice, na maioria das vezes, transborda sentimentalidades. Não raro, o leitor se surpreende ao lê algo que cabe perfeitamente em sua vida. Tão perfeitamente que parece que Clarice o descreveu.

Continua Depois da Publicidade

A leitura das obras de Clarice deveria ser obrigatória. Todos nós deveríamos, ao menos uma vez na vida, ler Clarice. E em outro momento da vida, reler. E talvez ler novamente. Porque Clarice é necessária à literatura.

No nosso encontro do clube do livro, as horas se passaram que nem percebemos que a tarde já havia se transformado em noite. A discussão sobre ‘A hora da estrela’ rendeu reflexões valiosas sobre Clarice, que para muitos é a maior escritora brasileira – mesmo tendo nascido na Ucrânia (veio para o Brasil ainda criança e viveu, dos 5 anos aos 15, no Recife com a família).

‘A hora da estrela’ é um ótimo livro para quem pretende ler Clarice. Conta a história de Macabéa, uma jovem nordestina de 19 anos que sai em direção ao Sudeste, onde passa a morar com uma tia que a humilha e a diminui a todo tempo, arranja um namorado tóxico e tenta ganhar a vida. Enfrenta todo tipo de dificuldade, enquanto sonha com dias melhores. Vou parar por aqui para não contar o final. Um livro que nos faz refletir sobre sonhos, relacionamentos e medos.

Valéria Sinésio
Jornalista

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *