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Morre mais um recém-nascido no Isea, em Campina Grande; família denuncia negligência médica

Esta foi a segunda morte no Isea em menos de um mês.

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Isea, em Campina Grande (Foto: Coodecom/CG)
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Mais um caso de morte de um recém-nascido foi registrado no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), em Campina Grande. A morte, a segunda em menos de um mês, foi do bebê chamado Ravi Emane. A família denuncia negligência médica.

Segundo relato da mãe, entrevistada pela TV Arapuan, o bebê foi encaminhado para outra unidade de saúde por, supostamente, ter ingerido líquido amniótico. No entanto, a família afirmou que não houve comunicação imediata sobre o estado de saúde dele. Ravi não resistiu e morreu.

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A família registrou um boletim de ocorrência sobre o caso. Em nota, a Secretaria de Saúde de Campina Grande informou que está investigando o caso.

Primeira morte foi no início deste mês

Esse é o segundo caso de morte de um recém-nascido no Isea em menos de um mês. No dia 1º deste mês, um bebê chamado Davi Elô morreu antes de nascer. De acordo com Jorge Elô, pai de Davi, a esposa dele, Danielle, estava com 39 semanas de gravidez quando, no dia 27 de fevereiro, foi internada no Isea apresentando três centímetros de dilatação vaginal. No dia 28, ainda na maternidade, eles foram informados que ela teria parto normal e a equipe médico iniciou a aplicação de comprimidos intravaginais para induzir uma maior dilatação.

Jorge Elô relatou que o médico que realizou o pré-Natal da gravidez estava de plantão na maternidade e participou do atendimento à Danielle e o bebê.

“Às 3h (do dia 1º deste mês) doutor Mário substituiu a medicação por uma infusão intravenosa, intensificando as contrações. Por volta das 6h, após três horas de sofrimento, duas profissionais da equipe médica acusaram Danielle de fazer escândalo. Uma delas constatou que a cabeça do bebê já estava coroada, mas, sem consultar o médico responsável, a outra aumentou a dosagem da medicação”, relatou Jorge.

Foi após o aumento da dosagem que Danielle começou a passar mal. Jorge Elô contou que ela vomitou e começou a tremer de frio. Em busca de ajuda, a família ouviu da equipe médica que a situação era normal. As profissionais também teriam se negado a observar a situação de Danielle. Segundo Jorge, elas alegaram que estavam atendendo outras gestantes.

Na postagem, Jorge Elô também informou que o médico que fez o pré-natal e que estava na maternidade acompanhando o procedimento foi embora sem falar com a família. Em seguida, o estado de saúde de Danielle e do bebê se agravaram.

“Após a superdosagem, a cabeça do bebê deixou de coroar. As profissionais culparam Danielle. Minutos depois, forçaram-na a fazer força sem monitorar seu pulso ou o bebê. Quando Danielle desmaiou, sem pulso, levaram-na às pressas para a cirurgia. Davi Elô (filho do casal) já estava morto. O útero de Danielle foi removido devido a um rompimento causado pela superdosagem. A negligência da equipe custou a vida do nosso filho e a saúde de Danielle”, afirmou Jorge.

Dias depois, Danielle morreu por complicações de saúde.

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