Reajuste de até 80% no QAV pode aumentar preço das passagens no Brasil

Fontes ligadas à Petrobras indicam que o combustível pode sofrer um aumento entre 70% e 80% já na tabela de abril.

avião, aeroporto
Imagem ilustrativa (Foto: Tania Rego/Agência Brasil)
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O possível reajuste no preço do querosene de aviação (QAV) acendeu um alerta no setor aéreo brasileiro e pode impactar diretamente o bolso dos passageiros nos próximos meses. Fontes ligadas à Petrobras indicam que o combustível pode sofrer um aumento entre 70% e 80% já na tabela de abril, o que tende a pressionar o valor das passagens aéreas em todo o país.

Pelo contrato vigente, a estatal realiza ajustes no preço do QAV apenas uma vez por mês, e o anúncio do novo valor deve ocorrer ainda nesta semana. Caso a alta se confirme, ela se somará a um reajuste de quase 10% aplicado entre fevereiro e março.

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O principal fator por trás dessa escalada é o cenário internacional. O preço do petróleo tipo Brent crude oil acumula alta de cerca de 49,8% desde o fim de fevereiro, influenciado por tensões geopolíticas no Oriente Médio. Outro indicador acompanhado pelo setor, o “heating oil” (óleo de aquecimento), também registrou aumento expressivo, com avanço de aproximadamente 71% no mesmo período.

Atualmente, o litro do QAV é comercializado por cerca de R$ 3,58, ainda abaixo dos R$ 5,08 registrados no fim de 2022, quando o mercado reagia à Russian invasion of Ukraine. Ainda assim, a possível nova alta preocupa companhias aéreas e o governo federal.

O Ministério de Portos e Aeroportos já encaminhou um ofício à Petrobras solicitando cautela no reajuste, destacando os impactos diretos sobre o preço das passagens e a manutenção de rotas aéreas. O documento também foi enviado ao Ministério de Minas e Energia e à Casa Civil.

Além disso, a pasta apresentou sugestões ao Ministério da Fazenda com o objetivo de mitigar os efeitos do aumento, mas ainda não houve resposta.

O combustível representa, em média, 30% dos custos das companhias aéreas no Brasil, podendo chegar a 50% em períodos de alta. Diante desse cenário, especialistas apontam que o repasse ao consumidor é praticamente inevitável.

Entre os possíveis impactos estão o aumento das tarifas aéreas, a redução na oferta de voos e até o corte de rotas consideradas menos lucrativas, o que pode afetar principalmente cidades menores e regiões com menor cobertura aérea.

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