Preço dos combustíveis recua levemente após semanas de alta

O valor passou a R$ 7,43 após recuo de 0,2%, sendo a primeira redução registrada desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.

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Imagem ilustrativa (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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O preço médio do diesel apresentou leve queda nos postos de combustíveis, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O valor passou a R$ 7,43 após recuo de 0,2%, sendo a primeira redução registrada desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Além do diesel, outros combustíveis também tiveram pequenas variações. A gasolina caiu R$ 0,01, chegando ao preço médio de R$ 6,77, enquanto o etanol passou a ser comercializado por R$ 4,69.

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A movimentação nos preços ocorre após semanas de alta provocadas pelas tensões no cenário internacional. Desde o início dos bombardeios, em 28 de fevereiro, o valor do barril do petróleo disparou, com o tipo Brent — referência global — atingindo pico superior a US$ 118. Mais recentemente, na última sexta-feira (11), o Brent fechou cotado a US$ 94,33, registrando queda de 1,66% em relação ao dia anterior.

No Brasil, essa instabilidade foi sentida rapidamente. Ainda na primeira semana de março, o diesel subiu R$ 0,05, chegando a R$ 6,08. Dias depois, em 14 de março, o valor já havia avançado para R$ 6,80.

Diante desse cenário, o governo federal passou a adotar medidas para conter os aumentos, como propostas de subsídios e isenção de impostos federais. Paralelamente, ações de fiscalização também foram intensificadas.

Segundo Rodrigo Zingales, representante da Associação Brasileira de Revendedores de Combustíveis Independentes e Livres (Abrilivre), os efeitos dessas iniciativas ainda não são totalmente perceptíveis. “Acredito que o aumento da fiscalização sobre os preços praticados pelas distribuidoras seja a razão dessa estabilidade”, afirmou.

Nos últimos dias, operações realizadas pela ANP e pela Polícia Federal têm monitorado distribuidoras e postos, com foco em evitar práticas abusivas, inclusive na comercialização do gás de cozinha. A agência reguladora também disponibilizou um canal específico para denúncias de irregularidades.

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