Filme sobre Bolsonaro pode custar R$ 134 milhões e triplicar recorde do cinema nacional

O valor, destinado a cobrir cachês de atores e direção, supera em três vezes o orçamento de produções premiadas e sucessos de bilheteria.

Foto: Divulgação
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A cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulada Dark Horse, pode se tornar uma das produções mais caras da história recente do audiovisual. Segundo revelações do portal Intercept Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, um aporte de 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na cotação atual) para financiar o longa. O valor, destinado a cobrir cachês de atores e direção, supera em três vezes o orçamento de produções premiadas e sucessos de bilheteria.

As investigações indicam que Vorcaro, preso por acusações de fraude ao sistema financeiro, teria repassado aproximadamente R$ 61 milhões entre fevereiro e maio do ano passado. O montante negociado por Flávio Bolsonaro coloca o filme sobre seu pai em um patamar financeiro isolado. Para efeito de comparação, a obra brasileira mais cara até então era Ainda Estou Aqui, vencedora do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2025, que custou cerca de R$ 45 milhões — um terço do valor pleiteado para Dark Horse.

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O orçamento solicitado para a cinebiografia de Bolsonaro também deixa para trás outros grandes nomes do cinema brasileiro e internacional:

  • O Agente Secreto (2026): Estrelado por Wagner Moura e indicado ao Oscar, o filme custou R$ 28 milhões — quase cinco vezes menos que a obra de Bolsonaro.

  • O Aprendiz (2026): A biografia do presidente dos EUA, Donald Trump, teve um custo estimado de R$ 80 milhões, valor consideravelmente inferior ao projeto brasileiro.

  • Cidade de Deus (2002): Um dos maiores clássicos nacionais, indicado a quatro estatuetas do Oscar, foi realizado com apenas R$ 8 milhões.

  • Corrida dos Bichos: A superprodução de Fernando Meirelles com Rodrigo Santoro, ainda em fase de gravação, possui orçamento estimado em R$ 20 milhões.

Embora Dark Horse seja uma produção norte-americana, o envolvimento direto da família Bolsonaro na captação de recursos bilionários junto ao Banco Master levanta debates sobre a viabilidade e os interesses por trás do projeto. Enquanto o mercado cinematográfico brasileiro comemora avanços com orçamentos na casa dos R$ 30 milhões, a cinebiografia do ex-presidente rompe a barreira dos R$ 100 milhões sob o escrutínio de investigações financeiras.

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