Lula defende veto à Inteligência Artificial nas eleições: “As pessoas não podem votar em uma mentira”

Lula reconheceu os benefícios da IA em áreas como saúde e educação, mas foi categórico ao separar a inovação tecnológica da disputa política.

Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou, nesta quinta-feira (14), um apoio enfático às restrições sobre o uso de Inteligência Artificial (IA) no período eleitoral. Durante um evento oficial, o mandatário revelou que “não aceitará” o uso da tecnologia na sua própria campanha e classificou a manipulação digital como um risco à democracia. A declaração surge após a posse do ministro Nunes Marques na presidência do TSE, onde o tribunal reafirmou normas rígidas para coibir o uso de deepfakes e desinformação.

Lula reconheceu os benefícios da IA em áreas como saúde e educação, mas foi categórico ao separar a inovação tecnológica da disputa política. Para o presidente, o eleitor deve escolher candidatos baseados na realidade, e não em simulações digitais que podem distorcer o caráter dos envolvidos.

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“Na eleição, as pessoas têm que votar em uma coisa verdadeira, de carne e osso. As pessoas não podem votar em uma mentira”, afirmou Lula.

Rigor contra a manipulação digital

A postura do governo alinha-se às recentes resoluções do TSE, que proíbem empresas de IA de priorizar ou sugerir candidatos de forma artificial. As regras também obrigam as plataformas a retirar do ar, de forma imediata, conteúdos que utilizem tecnologias de substituição de voz ou imagem (deepfake) para prejudicar adversários. Com o avanço veloz das ferramentas digitais, Lula defendeu que a Justiça Eleitoral atue com rigor máximo para assegurar que a vontade popular prevaleça sem interferências algorítmicas.

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