Áudios obtidos durante as investigações da Operação Perfídus detalham um suposto esquema para que o delegado Braz Morroni recebesse dinheiro do tráfico de drogas sem ser rastreado. O delegado permanece preso temporariamente desde junho, juntamente com os agentes Everton Aires, conhecido como Bomba, e Eduardo Jorge, chamado de Mão Branca. A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito e solicitou a prisão preventiva de Braz Morroni.
Segundo as investigações, em um dos áudios, Everton Aires orienta um homem identificado como Isaque Pontes Costa, conhecido como Shelby, a transferir R$ 60 mil para a conta bancária da construtora de Eduardo Jorge.
De acordo com o conteúdo da gravação, o valor seria posteriormente sacado por Eduardo Jorge e entregue em dinheiro ao delegado Braz Morroni, que, segundo Everton Aires, não queria receber a quantia por Pix para evitar rastreamento.
“O delegado quer receber a parte dele em cash, aí eu disse a ele: ‘meu filho, se eu estou recebendo do Pix, eu vou fazer Pix, eu não vou sacar dinheiro não'”, afirma Everton Aires em um dos áudios.
Na sequência, Shelby responde que prefere fazer toda a transferência via Pix e afirma utilizar contas de terceiros, mediante pagamentos mensais, para evitar ser rastreado.
Conforme a investigação, os R$ 60 mil seriam referentes à venda de uma carga de drogas desviada de uma apreensão realizada em 12 de setembro de 2025. Na ocasião, 57 quilos de drogas teriam sido furtados.




