A edição comemorativa dos 100 anos da Copa do Mundo, em 2030, pode registrar uma nova e histórica expansão no número de participantes. Em publicação realizada em suas redes sociais nesta segunda-feira (20), o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, antecipou a intenção da entidade e defendeu a realização do torneio com 64 seleções.
Ao celebrar a definição das sedes sul-americanas, o dirigente reforçou a proposta de ampliar o formato da competição para celebrar o centenário do Mundial.
“A próxima se joga em casa! Em 2030, vem a Copa do Mundo de Uruguai, Argentina e Paraguai. Uma grande oportunidade para o futebol, para celebrar o Centenário da Copa com 64 equipes”, declarou Domínguez.
Esta não é a primeira vez que o mandatário da entidade sul-americana antecipa anúncios ou faz pressão sobre os bastidores da entidade máxima do futebol mundial. Foi o próprio Domínguez quem anunciou em primeira mão, em momento anterior, que a abertura do Mundial de 2030 contaria com jogos comemorativos na América do Sul.
Apesar da declaração do presidente da Conmebol, a Fifa ainda não oficializou a mudança. O projeto aprovado até o momento prevê que a competição seja sediada por Espanha, Portugal e Marrocos, com partidas inaugurais em solo sul-americano para homenagear o Uruguai, sede da primeira Copa do Mundo em 1930, além de Argentina e Paraguai.
Em declarações recentes, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, evitou confirmar a alteração no regulamento, limitando-se a admitir que a viabilidade do projeto será avaliada pelos órgãos diretivos da entidade após a análise da edição de 2026.
“Algumas pessoas já sugerem ampliar o torneio para 64 seleções. Certamente esse assunto será analisado após esta Copa do Mundo e discutido pelos órgãos dirigentes da Fifa”, afirmou Infantino ao portal suíço Bluewin.
Caso a proposta seja aprovada pelo Conselho da Fifa, a Copa de 2030 passará a contar com o dobro de seleções em relação ao modelo de 32 participantes.




