Ministro do Trabalho defende fim da escala 6×1 sem redução de salários durante debate em João Pessoa

Discussão sobre a redução da jornada de trabalho ocorreu na Assembleia Legislativa da Paraíba e reuniu parlamentares, representantes de entidades e setores produtivos

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quinta-feira (7), em João Pessoa, que a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1 não deve resultar em redução salarial para os trabalhadores brasileiros. A declaração foi dada durante um debate promovido pela Câmara dos Deputados na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).

O encontro fez parte do programa Câmara pelo Brasil e contou com a participação da comissão especial que discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) voltada à redução da jornada de trabalho no país. A sessão foi conduzida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e reuniu deputados, representantes sindicais e membros do setor empresarial.

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Segundo Luiz Marinho, a intenção do Governo Federal é garantir uma jornada semanal reduzida, sem prejudicar a renda dos trabalhadores. A proposta em discussão prevê a diminuição da carga horária para até 40 horas semanais, além do fim da escala de seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso.

Durante o debate, o ministro defendeu que a mudança pode trazer benefícios tanto para os trabalhadores quanto para as empresas, principalmente em relação à qualidade de vida e ao aumento da produtividade.

A comissão especial responsável pela análise da PEC vem realizando audiências públicas em diversos estados brasileiros para discutir os impactos econômicos, sociais e jurídicos da medida. A Paraíba foi um dos primeiros estados a receber os debates presenciais.

O relator da proposta, deputado Léo Prates, já declarou anteriormente que o fim da escala 6×1 e a manutenção dos salários são considerados pontos centrais da discussão no Congresso Nacional.

A expectativa é que o relatório final da PEC seja apresentado ainda neste mês, antes de seguir para votação no plenário da Câmara dos Deputados.

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