A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito que investigava a morte de um bebê ainda no ventre da mãe e o posterior falecimento da gestante após atendimento no Instituto de Saúde Elpídio Almeida (ISEA), em Campina Grande, em março de 2025.
Ao final das investigações, quatro médicos obstetras e duas enfermeiras foram indiciados pelo crime de aborto provocado por terceiro na forma majorada. Segundo a Polícia Civil, a equipe responsável pelo atendimento teria agido de forma omissiva, negligente e imprudente diante de uma gestação considerada de alto risco.
De acordo com os laudos periciais, uma intervenção cirúrgica realizada em momento oportuno poderia ter evitado a morte do nascituro, que ocorreu em decorrência de uma rotura uterina associada à condução do parto. A investigação também identificou indícios de violência verbal e psicológica contra a paciente durante o atendimento.
Já a morte da gestante, ocorrida 25 dias depois, foi atribuída a complicações de uma condição genética preexistente, agravada pelos eventos registrados durante a assistência médica.




