O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) emitiu uma nota, na tarde desta terça-feira (14), após a Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal, que afastou o prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante).
De acordo com o presidente do TRE-PB, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, o afastamento de Edvaldo não foi determinado pela Justiça Eleitoral. No entanto, o órgão pontuou que a diplomação dele só será apreciada quando for provocada.
Confira a nota completa
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) vem a público esclarecer que o afastamento do prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto, determinado no âmbito da Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (14), não foi determinado por integrante da Justiça Eleitoral. Portanto, eventual efeito desse afastamento na seara eleitoral, inclusive no tocante à sua diplomação, será oportunamente apreciado pela autoridade eleitoral competente, em processo judicial específico, quando provocada.
Des. Márcio Murilo da Cunha Ramos
Presidente do TRE-PB
Entenda o caso
O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, foi afastado do cargo por decisão da Justiça durante uma operação realizada nesta terça-feira (14). A ação faz parte da Operação Cítrico, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público da Paraíba e a Controladoria-Geral da União.
Além do prefeito, outros servidores públicos também foram afastados. A medida, segundo os investigadores, tem como objetivo evitar interferência nas apurações e impedir a continuidade das irregularidades investigadas.
A operação investiga um suposto esquema envolvendo fraudes em licitações, desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro e até o possível financiamento de uma organização criminosa que atua em Cabedelo.
De acordo com as investigações, o grupo teria usado contratos da Prefeitura para beneficiar empresas ligadas à facção criminosa conhecida como “Tropa do Amigão”, que seria associada ao “Comando Vermelho”. Ainda segundo a apuração, integrantes desse grupo teriam sido colocados dentro da estrutura da prefeitura, permitindo o desvio de recursos públicos e o fortalecimento da atuação da organização na cidade.
A investigação também aponta a participação de agentes políticos, empresários e membros da organização criminosa em um esquema que buscava manter contratos milionários e distribuir vantagens ilegais. Os valores envolvidos podem chegar a R$ 270 milhões.




