A releitura de Menino de Engenho: o livro que me despertou amor pelos livros

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A leitura é sempre uma experiência única. Por vezes, solitária também. Embora seja um paradoxo, afinal, como estar sozinha se tenho um livro nas mãos?

Quando digo que é uma experiência solitária é porque considero a subjetividade que cada leitura traz a cada leitor. Terminei hoje de reler Menino de Engenho, obra inaugural do paraibano José Lins do Rego, lançada em 1932, e essa releitura me trouxe sentimentos que são só meus. E eu não poderia revivê-los se isso não fosse assim.

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Ter novamente esse livro em mãos me fez, além de apreciar a vida do menino Carlinhos no engenho do avô após a morte trágica de sua mãe, me fez também revisitar uma fase da minha própria vida. Especificamente, minha adolescência, quando peguei esse livro emprestado da biblioteca da escola – eu fazia a sexta, sétima série (hoje quinto e sexto anos respectivamente).

As páginas de Menjno de Engenho me transportaram para àquela fase da minha vida. Foi ali que descobri o prazer da leitura. Depois que li Menino de Engenho, não larguei mais os livros. Para mim, mais que a história do menino inocente Carlinhos, Menino de Engenho conta muito sobre a minha vida também.

O livro que nos leva a se apaixonar pela leitura é mesmo inesquecível. E que bom que eu tive a oportunidade de reler e descobrir tantas outras coisas que não consegui enxergar da primeira vez. Assim são os livros. Assim é a vida.

Valéria Sinésio
Jornalista

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